Vem com a altissonante mudez fúnebre da morte vivida em sortes de contemplação.
Recolhe a seiva dos abismos transitórios, vertida de melácicos pórticos de vida.
Dilui-se em banhos de luz, ouro e cristal, bradando a glória doirada num solilóquio cantado, como canídeos em hora de cios cozidos em lume brando.
A luz é serviçal do destino que comporta a chave de oceanos de gozo, que espuma uma mucilagem de peixes miméticos, extasiados no consolo de orgias galgadas por cavalos marinhos e confusões encapeladas de raias.


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