quarta-feira, maio 12, 2010

O menino era um todo sem fim naquela noite de cadeiras veladas
Fumava o longe vítreo da distância
- de si para si
E nos passos dos outros desaguavam muralhas.
O menino suspenso, como um lustre de pensamento
brilhava, copioso, na noite parda
E os outros eram memória, vultos ébanos de encantamento
E os outros eram tintura de engenhos de éter e fingimento
Que no menino de luz vinham sorver os cabelos
Como vampiros azuis de tumulto escarpado
Que desciam ao indiferente mancebo singelo
em tombos de milheiros de corvos esgotados.

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