terça-feira, abril 27, 2010

Hoje decidi vestir-me de âmbar e,
adormecida numa longa pernada de madeira lassa,
fossilizei-me em resina de mosquitos no embalo do pranto das carcaças.

Debaixo do lençol de seiva dura, enrolada nesta gruta de esqueletos,
conservo os meus ossos encapelados em celobites
enquanto inspiro o irrespirável preto.

Sabe a hibernação de pterodactilos, este tecido de rochas penetradas.
Sabe a antigo esta caverna de visco embrutecido, onde navegam espectros de asas.

Reúno-me ao magma das árvores em luto,
abandono-me aos séculos das ruínas estampadas,
e o planger de vértebras calcificam um ducto
no dissolver do eufórbio de eras rebentadas.

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