esquema mental de uma noite de insónia

revolvida num remoinho tortuoso, demencial - que produz ecos largados ao infinito - renovo os meus fantasmas diários. das minhas mãos rasgam-se dedos de fogo, que chicoteiam palavras quebradas, encadeadas, velozes, num turbilhão de ideias detonadas por uma corrente eléctrica explosiva aproximável da loucura frenética dos carris de um comboio despistado.
ohhh como seriam doces as horas de descanso, as horas de vigília morta, apenas abraçar aquela leveza inconfundível de um sonho...
mas os pensamentos, o desassossego, a promiscuidade das ideias entrosadas, não me libertam das correntes da vigília, e eu.. mais uma noite, permaneço acordada.


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