terça-feira, maio 30, 2006

devaneio temporal


o tempo está tão passado, pesado, diluído, esquecido na liquidescência das horas, no desfazer dos minutos, repetindo um futuro de segundos fragmentados, isolados, amontoados no bocejar das pausas contadas, limitadas a um segmento recto e infalível.
observo os traços negros dos ponteiros, retintos pela claridade perfurante de uma sobriedade forçada, senil, abandonada, arrefecida pela calendarização rasgada.
pensamentos recorrentes, ideais semanais, tiquetaqueando a urgência do tempo, apressando a inevitabilidade do momento.
são planos, monumentos tamanhos, que servem o engodo do magistral engano.

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